O único grande poder que, por assim dizer, guia todo o curso da evolução, conduzindo a natureza em direção à sua meta, é a luz do Logos.
O Logos é, por assim dizer, o padrão, e dele emana essa luz da vida.
O progresso evolutivo é efetuado pelo contínuo aperfeiçoamento do upadhi, ou organismo, através do qual essa luz atua.
Em si mesma, ela não necessita de aperfeiçoamento.
O que é aperfeiçoado não é nem o Logos, nem a luz do Logos, mas o upadhi, ou arcabouço físico, através do qual essa luz está atuando.
Já disse que é da pureza e da natureza desse upadhi que dependem principalmente a clareza manifesta e o resplendor do Logos.
Com o passar do tempo, a inteligência do homem nos planos espiritual, astral e físico tornar-se-á cada vez mais perfeita, à medida que os upadhis são aperfeiçoados, até que se alcance um certo ponto em que ele será habilitado a fazer a tentativa final de perceber e reconhecer seu Logos, a menos que escolha deliberadamente fechar os olhos e prefira a perdição à imortalidade.
É em direção a esse fim que a natureza está trabalhando.
O que é aperfeiçoado não é nem o Logos, nem a luz do Logos, mas o upadhi, ou arcabouço físico, através do qual essa luz está atuando. Com o passar do tempo, a inteligência do homem tornar-se-á cada vez mais perfeita, até que se alcance um certo ponto em que ele será habilitado a fazer a tentativa final de perceber e reconhecer seu Logos.
— Filosofia do Bhagavad Gita — T. Subba Row
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