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Cada dívida cármica paga fica no passado para sempre

Ele deve dizer a si mesmo: “Foi obra minha, desafiei meu carma; que admiração, então, que me peçam para pagá-lo?” E ao menos ele tem o encorajamento de lembrar que a dívida, uma vez paga, está paga para sempre; uma vez vivida, nada mais dela pode vir a perturbá-lo.

Cada dívida cármica que ele paga é riscada do livro da vida para todo o sempre.

Essa dívida, ao menos, está encerrada.

Assim, se a doença o derruba, ele pensa que é bom que tanto sofrimento seja eliminado; se a dor e a ansiedade o assaltam, ele pensa que é bom; ele responde: “Isso ficará para trás no passado e não diante de mim no futuro.” E é assim que, em meio à tristeza, ele é alegre; em meio ao desânimo, ele é esperançoso; em meio à dor, ele está em paz, pois o homem interior está contente com a Lei, ele está satisfeito com a resposta que veio ao seu pedido.

Se não houvesse resposta, isso significaria que sua voz não alcançara os ouvidos dos Grandes Seres, significaria que sua prece caíra de volta à terra; pois este sofrimento é a resposta à sua petição.

Cada dívida cármica que ele paga é riscada do livro da vida para todo o sempre. Em meio à tristeza, ele é alegre; em meio ao desânimo, ele é esperançoso; em meio à dor, ele está em paz, pois o homem interior está contente com a Lei.

— A Senda do Discipulado — Annie Besant

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