Tal, porém, não é a visão adotada pelos Teosofistas.
Não é suficiente falar das “concepções insustentáveis de um passado inculto” (Tyndall); do “parler enfantin” dos poetas védicos (Max Müller); das “absurdidades” dos Neoplatônicos (Jowett); e da ignorância dos sacerdotes iniciados caldeu-assírios quanto aos seus próprios símbolos, quando comparados com o conhecimento sobre eles do Orientalista britânico (Sayce). Tais suposições têm de ser provadas por algo mais sólido do que a mera palavra desses eruditos.
Por mais de vinte e dois séculos, todos os que leram Platão sabem que, como a maioria dos outros Filósofos gregos de nota, ele havia sido iniciado; que, portanto, estando vinculado pelo Juramento Sodálico, só podia falar de certas coisas em alegorias veladas.
Toda vez que o assunto toca os maiores segredos da Sabedoria Oriental – a cosmogonia do universo, ou o mundo ideal preexistente – Platão envolve sua Filosofia na mais profunda obscuridade.
É esse significado pitagórico oculto no Timeu, no Crátilo, no Parmênides e em algumas outras trilogias e diálogos que os Neoplatônicos ousaram expor, na medida em que o voto teúrgico de sigilo lhes permitia.
A doutrina pitagórica de que Deus é a Mente Universal difundida por todas as coisas, e o dogma da imortalidade da alma, são as características principais desses ensinamentos aparentemente incongruentes.
Sua piedade e a grande veneração que sentia pelos Mistérios são garantia suficiente de que Platão não permitiria que sua indiscrição superasse aquele profundo senso de responsabilidade que é sentido por todo Adepto.
“Constantemente aperfeiçoando-se nos perfeitos Mistérios, um homem neles somente se torna verdadeiramente perfeito”, diz ele no Fedro.
A doutrina pitagórica de que Deus é a Mente Universal difundida por todas as coisas, e o dogma da imortalidade da alma, são as características principais desses ensinamentos aparentemente incongruentes. “Constantemente aperfeiçoando-se nos perfeitos Mistérios, um homem neles somente se torna verdadeiramente perfeito”, diz ele no Fedro.
— A Doutrina Secreta Vol. 3 — H.P. Blavatsky
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