Claramente o que se apresenta para ele neste ensinamento implica uma atitude completamente diversa em relação à vida em geral; isso foi expresso por um dos Mestres na seguinte frase: “Aquele que deseja trabalhar conosco deve deixar seu próprio mundo e entrar no nosso”. Isso não significa, como usualmente poderia ser imaginado pelos estudantes da literatura oriental, que o discípulo deva abandonar o mundo comum da vida e assuntos físicos, e se retirar para uma floresta, uma caverna ou uma montanha.
Mas quer dizer que ele deve abandonar toda a atitude mental mundana e adotar em seu lugar a atitude do Mestre.
O homem do mundo pensa nos eventos da vida principalmente como eles afetam a si mesmo e àquilo que o interessa pessoalmente; o Mestre pensa neles apenas como eles afetam a evolução do mundo.
O que quer que em seu conjunto tenda ao progresso e ajude a humanidade ao longo de seu caminho – isso é bom e deve ser apoiado; o que quer que de qualquer forma estorve estas coisas – isso é indesejável e deve ser impedido ou posto de lado.
Bom é aquilo que auxilia a evolução; mau é o que a retarda.
Aqui temos um critério muito diferente daquele do mundo externo, temos uma pedra-de-toque por cujo meio podemos rapidamente identificar aquilo que deve ser apoiado e ao que devemos resistir, e podemos aplicá-la a qualidades em nosso próprio caráter assim como aos eventos exteriores.
Devemos ser de serventia para o Mestre exatamente até onde pudermos trabalhar com Ele, mesmo da forma mais humilde; podemos trabalhar melhor para Ele nos tornando como Ele é, de modo que devemos considerar o mundo como Ele o considera.
Bom é aquilo que auxilia a evolução; mau é o que a retarda. Aqui temos um critério muito diferente daquele do mundo externo, temos uma pedra-de-toque por cujo meio podemos rapidamente identificar aquilo que deve ser apoiado e ao que devemos resistir.
— Os Mestres e a Senda — C.W. Leadbeater
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