Em toda a fala humana há uma pequena palavra que difere in toto de todas as demais.
Mas há uma palavra, um nome, que não se pode aplicar a nada senão àquilo que o possui, e esta é a pequena palavra “Eu”. Ninguém pode dirigir-se a outro como “Eu”. Este “Eu” tem de soar a partir da alma mais íntima; é o nome que somente a própria alma pode aplicar a si mesma.
Todas as religiões reconheceram este “Eu” como a expressão daquele princípio na alma através do qual o seu ser mais íntimo, a sua natureza divina, é habilitado a falar.
Aqui, então, começa aquilo que jamais pode penetrar através dos sentidos exteriores, que jamais pode, em seu significado real, ser nomeado de fora, mas que deve soar a partir do ser mais íntimo.
Aqui começa aquele monólogo, aquele solilóquio da alma, pelo qual o eu divino dá a conhecer a sua presença quando o caminho se encontra desobstruído para a vinda do Espírito à alma humana.
Nesta palavra é expresso o quarto princípio da natureza humana, aquela que o homem sozinho possui enquanto na terra; e esse “eu”, por sua vez, encerra e desenvolve dentro de si os germes de estágios superiores da humanidade.
Este “Eu” tem de soar a partir da alma mais íntima; é o nome que somente a própria alma pode aplicar a si mesma. Todas as religiões reconheceram este “Eu” como a expressão daquele princípio na alma através do qual o seu ser mais íntimo, a sua natureza divina, é habilitado a falar. Aqui começa aquele monólogo, aquele solilóquio da alma, pelo qual o eu divino dá a conhecer a sua presença.
— Escritos Diversos — Rudolf Steiner
📖 Continuar lendo o texto original
Ler o trecho no App Teosofia
📬 Receba esses conteúdos por email: GET HERMES no Google Groups