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A Renúncia do Eu: o Coração Aberto ao Divino

Falamos da devoção como uma senda, mas com frequência não do amor, embora no Gita, Shri Krishna fale de amabilidade e compaixão como marcas de um devoto.

A base da devoção, quando não estiver em busca do eu, pode apenas ser amor.

Por que alguém é leal para com uma pessoa ou causa? Lealdade é uma atitude da mente e pode-se adquirir uma atitude.

Um homem de inclinação religiosa concentra-se no objeto específico de sua devoção, frequentemente com a ideia de receber determinadas bênçãos que possam protegê-lo do infortúnio, e auxiliá-lo neste mundo e no próximo.

A entrega absoluta ao Senhor é mencionada nos livros como a máxima devoção, mas em tantos casos há o sentimento que se torna, então, responsabilidade do Senhor receber sobre si o fardo e cuidar da pessoa.

Mas se a entrega do ser for total, não pode existir ao mesmo tempo um eu com a sua identidade separada cuidando de si mesmo.

Não pode haver uma entrega do próprio ser ou de todo o seu coração, seja no amor ou na devoção, enquanto houver um eu que possui quaisquer reservas ou reivindicações.

Portanto, para o pequeno e insignificante eu dizer prematuramente que entregou tudo, constitui um extraordinário encobrimento do estado real.

Mas se a entrega do ser for total, não pode existir ao mesmo tempo um eu com a sua identidade separada cuidando de si mesmo. Precisa haver renúncia total do eu antes que o amor ou a devoção possam aflorar em toda a sua glória e beleza.

— Em Busca da Sabedoria — N. Sri Ram

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