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A Esfera Luminosa: o Deus que É Tudo

Forme-se, então, em tua alma a imagem de uma esfera luminosa tendo todas as coisas nela, sejam móveis ou estáveis, ou algumas móveis e algumas estáveis.

Mantendo essa imagem, toma outra para ti, abstraindo dela a massa. Abstrai também os lugares e a aparência da matéria que tens em ti mesmo.

Não tentes tomar outra esfera menor do que ela em massa, mas invoca o deus que fez aquilo de que tens uma semelhança, e roga que ele venha.

E ele poderia vir trazendo seu cosmos com todos os deuses nele, sendo um e todos eles, e cada um é tudo reunindo-se como um, cada um com poderes diferentes, embora todos sejam um por esse poder único e múltiplo.

Antes, é aquele deus único que é tudo.

É antes toda potência, estendendo-se sem limite, sendo ilimitada em poder. Pois onde se poderia dizer que ele já não está presente? Este céu aqui, então, é grande, e todas as potências estão nele juntas, mas seria ainda maior, e inexprimivelmente, se não estivesse presente a ele o débil poder de um corpo.

— Enéadas de Plotino IV-VI — Plotino

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