As doutrinas de Bruno e de Spinoza são quase idênticas, embora as palavras deste último sejam mais veladas e muito mais cautelosamente escolhidas do que as encontradas nas teorias do autor da *Causa Principio et Uno*, ou do *Infinito Universo e Mondi*.
Tanto Bruno, que confessa que a fonte de sua informação foi Pitágoras, quanto Spinoza, que, sem reconhecê-lo tão francamente, permite que sua filosofia traia o segredo, encaram a Primeira Causa do mesmo ponto de vista.
Para eles, Deus é uma Entidade totalmente *per se*, um Espírito Infinito, e o único Ser completamente livre e independente de efeitos ou outras causas; que, através dessa mesma Vontade que produziu todas as coisas e deu o primeiro impulso a toda lei cósmica, mantém perpetuamente em existência e ordem tudo no universo.
Tendo evoluído a si mesmo da alma do mundo, uma vez separado da Primeira Causa, ele emana por sua vez toda a natureza de si mesmo.
Ele não está acima dela, mas está misturado com ela; e Brahma e o universo formam um único Ser, cada partícula do qual é em sua essência o próprio Brahma, que procedeu de si mesmo.
Spinoza e Bruno foram levados à conclusão de que Deus deve ser procurado dentro da natureza e não fora dela.
Pois, sendo a criação proporcional ao poder do Criador, o universo, bem como seu Criador, deve ser infinito e eterno, uma forma emanando de sua própria essência e criando, por sua vez, outra.
Tanto Bruno, que confessa que a fonte de sua informação foi Pitágoras, quanto Spinoza, que, sem reconhecê-lo tão francamente, permite que sua filosofia traia o segredo, encaram a Primeira Causa do mesmo ponto de vista. Spinoza e Bruno foram levados à conclusão de que Deus deve ser procurado dentro da natureza e não fora dela.
— Ísis Sem Véu Vol. 1 — H.P. Blavatsky
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