“Desta região de profundidade insondável (Bythos, Aditi, Shekinah, o véu do desconhecido) emana um círculo formado de espirais.
Este é Tiphereth; que, na linguagem do simbolismo, significa um grande ciclo, composto de ciclos menores.
Enrolada em seu interior, de modo a seguir as espirais, jaz a serpente — emblema da Sabedoria e da Eternidade — o duplo Andrógino; o ciclo representando Ennoia, ou a mente divina (um poder que não cria, mas que deve assimilar), e a serpente, o Agathodæmon, o Ophis, a Sombra da Luz (não-eterna, contudo a maior luz divina em nosso plano). Ambos eram os Logoi dos Ofitas: ou a Unidade como Logos manifestando-se como um duplo princípio do Bem e do Mal.”
Se fosse apenas luz, inativa e absoluta, a mente humana não poderia apreciar nem mesmo percebê-la. A sombra é o que permite que a luz se manifeste e lhe dá realidade objetiva.
Portanto, a sombra não é o mal, mas é o corolário necessário e indispensável que completa a Luz ou o Bem: é seu criador na Terra.
De acordo com as visões dos gnósticos, esses dois princípios são Luz e Sombra imutáveis, o Bem e o Mal sendo virtualmente um e tendo existido por toda a eternidade, assim como continuarão a existir enquanto houver mundos manifestados.
A sombra é o que permite que a luz se manifeste e lhe dá realidade objetiva. Portanto, a sombra não é o mal, mas é o corolário necessário e indispensável que completa a Luz ou o Bem: é seu criador na Terra. Luz e Sombra imutáveis, o Bem e o Mal sendo virtualmente um e tendo existido por toda a eternidade.
— A Doutrina Secreta Vol. 2 — H.P. Blavatsky
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