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Nirvana não é aniquilação: “Eu sou eu”

Nada poderia ser uma antítese mais completa da verdade, exceto no sentido de que é certamente uma aniquilação de tudo o que aqui embaixo tenhamos conhecido como homem, porque já não existe homem, mas sim Deus no homem, um Deus entre outros Deuses, embora menor que eles.

Tentemos imaginar todo o universo como cheio e constituído de uma imensa torrente de luz viva, tudo se movendo para diante, sem relativismos, uma maré progressiva irresistível de um vasto mar de luz, luz com um propósito (se é que isto é compreensível) tremendamente concentrado, mas absolutamente sem qualquer tensão ou esforço – falham-nos as palavras.

De início não sentimos nada senão a sua felicidade, e não vemos nada senão a intensidade da luz; mas gradualmente começamos a compreender que mesmo neste fulgor deslumbrante há pontos mais claros (núcleos, por assim dizer) através dos quais a luz obtém uma qualidade nova que permite que ela se torne perceptível nos planos inferiores, cujos habitantes, sem esta ajuda, ficariam completamente abaixo da possibilidade de perceberem sua efulgência.

Então, paulatinamente, começamos a compreender que estes sóis subsidiários são os Grandes Seres, os Espíritos Planetários, os grandes Anjos, as Deidades kármicas, Dhyan Chohans, Budas, Cristos e Mestres, e muitos outros de quem não sabemos sequer os nomes, e começamos a ver que através d’Eles fluem a luz e a vida para os planos inferiores.

Em verdade esta consciência está longe da aniquilação; o Iniciado que a atinge não perde em absoluto o senso de que ele é ele mesmo; sua memória é perfeitamente contínua; ele é o mesmo homem, embora seja também tudo isso, e ele pode realmente dizer agora que “Eu sou eu”, sabendo o que de fato significa “Eu”.

Tentemos imaginar todo o universo como cheio e constituído de uma imensa torrente de luz viva, tudo se movendo para diante, sem relativismos, uma maré progressiva irresistível de um vasto mar de luz, luz com um propósito (se é que isto é compreensível) tremendamente concentrado, mas absolutamente sem qualquer tensão ou esforço – falham-nos as palavras.

— Os Mestres e a Senda — C.W. Leadbeater

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