Inscreva-se no Grupo de Estudos no WhatsApp Conteúdos diários sobre filosofia, espiritualidade e autoconhecimento

Karma: A Lei da Causa e Efeito

Se você perguntar a um sacerdote budista erudito o que é Karma — ele lhe dirá que Karma é o que um cristão poderia chamar de providência (em certo sentido apenas), e um maometano — Kismet, destino ou fado (igualmente em um sentido). É aquele dogma cardinal que ensina que, assim que qualquer ser consciente ou senciente, seja homem, deva ou animal, morre, um novo ser é produzido e ele reaparece em outro nascimento, no mesmo ou em outro planeta, sob condições de sua própria feição antecedente. Karma é o poder guia, e Trishna (em Pali, Tanha) a sede ou desejo de viver sencientemente — a força ou energia próxima — o resultado das ações humanas, que, a partir dos antigos Skandhas, produzem o novo grupo que forma o novo ser e controla a natureza do próprio nascimento.

O novo ser é recompensado e punido pelos atos meritórios e pelos malfeitos do antigo; Karma representando um Livro de Registros, no qual todas as ações do homem, boas, más ou indiferentes, são cuidadosamente registradas a seu débito e crédito — por ele mesmo, por assim dizer, ou melhor, por essas próprias ações. Ali, onde a ficção poética cristã criou e vê um Anjo da Guarda “Registrador”, a lógica budista, severa e realista, percebendo a necessidade de que toda causa tenha seu efeito — mostra sua presença real.

Os opositores do Budismo têm posto grande ênfase na suposta injustiça de que o autor deva escapar e uma vítima inocente deva sofrer. O fato é que, em um sentido podem assim ser considerados, mas em outro são idênticos. O “ser antigo” é o único progenitor — pai e mãe ao mesmo tempo — do “novo ser”. É o primeiro quem é o criador e modelador do segundo, na realidade; e muito mais na verdade nua e crua do que qualquer pai em carne. E uma vez que você tenha dominado bem o significado dos Skandhas, verá o que quero dizer.

O “ser antigo” é o único progenitor — pai e mãe ao mesmo tempo — do “novo ser”. É o primeiro quem é o criador e modelador do segundo, na realidade; e muito mais na verdade nua e crua do que qualquer pai em carne.

Ali, onde a ficção poética cristã criou e vê um Anjo da Guarda “Registrador”, a lógica budista, severa e realista, percebendo a necessidade de que toda causa tenha seu efeito — mostra sua presença real.

— Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett

📖 Continuar lendo o texto original
Abrir na Biblioteca Teosófica


📬 Receba esses conteúdos por email: GET HERMES no Google Groups

Deixe um comentário



Inscreva-se no Grupo de Estudos no WhatsApp Conteúdos diários sobre filosofia, espiritualidade e autoconhecimento