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O Discípulo e a Purificação do Coração

Um discípulo tem de reconhecer de maneira inequívoca que a própria idéia de direitos individuais nada mais é que a manifestação da natureza venenosa da serpente do eu. Ele jamais deverá considerar outro homem como alguém passível de ser criticado ou condenado, nem tampouco poderá o discípulo elevar sua voz em autodefesa ou desculpa.

Nenhum homem é teu inimigo; nenhum homem é teu amigo.

Todos são igualmente teus instrutores.

Não mais se deve trabalhar para ganhar qualquer benefício, temporal ou espiritual, mas tão somente para cumprir a lei da existência que é a justa vontade de Deus.

Não vivas nem no presente nem no futuro, mas sim no eterno.

A gigantesca erva daninha (do mal) lá não pode florescer; a própria atmosfera do pensamento eterno apaga esta mancha da existência. A pureza do coração é uma condição necessária para o atingimento do “Conhecimento do Espírito”. Há dois meios principais pelos quais essa purificação pode ser atingida.

Em primeiro lugar, afasta persistentemente todo mau pensamento; e em segundo, mantém a mente tranqüila sob quaisquer condições, nunca te agitando ou te irritando por qualquer coisa.

Descobrir-se-á, assim, que estes dois meios de purificação são melhor estimulados pela devoção e pela caridade.

Nenhum homem é teu inimigo; nenhum homem é teu amigo. Todos são igualmente teus instrutores.

— Ocultismo Prático

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