Antes de considerarmos essas questões, vejamos os ideais que são criados pela crença na reencarnação e no karma.
A reencarnação implica a evolução da alma, e quando a evolução é reconhecida, a igualdade é vista como uma ilusão.
A evolução é como uma escada por cujos degraus a humanidade vai subindo, e nem todos os homens se encontram no mesmo degrau.
Como a evolução é uma questão em que o tempo desempenha o maior papel – ao menos até uma fase tardia do crescimento –, a diferença de estágio na evolução implica diferença de tempo durante o qual a entidade em evolução tem vindo a subir a escada.
Em outras palavras, as almas, embora eternas na sua essência, têm idades diferentes na sua individualidade, e nisto reside a verdade natural fundamental sobre a qual uma sociedade humana estável deve ser baseada.
Pois, então, pelo ideal de organização baseado nos contratos mútuos de indivíduos de igual idade, cada um nascido com direitos iguais, devemos substituir o ideal de uma família, cujos membros são de idades diferentes, cada um nascido em deveres dependentes das faculdades que trazem consigo.
A família, e não a sociedade anônima, deve ser o ideal do Estado; o cumprimento de deveres, e não a imposição de direitos, deve ser a tônica da vida individual.
A evolução é como uma escada por cujos degraus a humanidade vai subindo, e nem todos os homens se encontram no mesmo degrau. Em outras palavras, as almas, embora eternas na sua essência, têm idades diferentes na sua individualidade.
— Alguns Problemas da Vida — Annie Besant
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