Onde não há luta, não há mérito.
A Humanidade, “da Terra, terrena,” não estava destinada a ser criada pelos anjos do primeiro Sopro divino: por isso se diz que eles se recusaram a fazê-lo, e o homem teve de ser formado por criadores mais materiais, que, por sua vez, só podiam dar aquilo que tinham em suas próprias naturezas, e nada mais.
Subservientes à lei eterna, os deuses puros só podiam projetar de si mesmos homens sombrios, um pouco menos etéreos e espirituais, menos divinos e perfeitos do que eles próprios — sombras ainda.
A primeira humanidade, portanto, foi uma pálida cópia de seus progenitores; demasiado material, mesmo em sua eterealidade, para ser uma hierarquia de deuses; demasiado espiritual e pura para ser HOMENS, dotada como é de toda perfeição negativa (Nirguna).
A perfeição, para ser plenamente tal, deve nascer da imperfeição; o incorruptível deve crescer do corruptível, tendo este último como seu veículo, base e contraste.
A luz absoluta é a escuridão absoluta, e vice-versa.
Na verdade, não há nem luz nem escuridão nos reinos da verdade.
O Bem e o Mal são gêmeos, a progênie do Espaço e do Tempo, sob o domínio de Maya.
Separe-os, cortando um do outro, e ambos morrerão.
Nenhum existe por si mesmo, pois cada um tem de ser gerado e criado a partir do outro, para vir a existir; ambos devem ser conhecidos e apreciados antes de se tornarem objetos de percepção; portanto, na mente mortal, devem ser divididos.
A perfeição, para ser plenamente tal, deve nascer da imperfeição; o incorruptível deve crescer do corruptível. O Bem e o Mal são gêmeos, a progênie do Espaço e do Tempo, sob o domínio de Maya.
— A Doutrina Secreta Vol. 2 (Completo EN) — H.P. Blavatsky
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