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A Lei do Sacrifício

Por um ato de autossacrifício o Logos se manifestou para a emanação do universo; pelo sacrifício o universo é mantido, e pelo sacrifício o homem alcança a perfeição. Daí que toda religião que brota da Sabedoria Antiga tenha o sacrifício como ensinamento central, e algumas das verdades mais profundas do ocultismo estejam enraizadas na lei do sacrifício. Uma tentativa de apreender, por mais débil que seja, a natureza do sacrifício do Logos pode impedir-nos de cair no erro muito comum de que o sacrifício é algo essencialmente doloroso; ao passo que a própria essência do sacrifício é um derramamento voluntário e alegre de vida para que outros dela participem; e a dor só surge quando há discórdia na natureza do sacrificante, entre o superior, cuja alegria está em dar, e o inferior, cuja satisfação reside em agarrar e reter. É essa discórdia apenas que introduz o elemento de dor, e na Perfeição suprema, no Logos, nenhuma discórdia poderia surgir; o Uno é o acorde perfeito do Ser, de infinitas concórdias melodiosas, todas afinadas em uma única nota, na qual Vida, Sabedoria e Bem-aventurança se fundem em uma só nota fundamental da Existência.

A Sabedoria Antiga — Annie Besant

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