CREIO ocupar, ao final desta série de Capítulos, o único terreno seguro para qualquer pessoa digna de um momento de consideração como investigador, e é aquele assumido por todo médico inteligente ao diagnosticar um caso obscuro.
Raciocinei por exclusão.
Isto é, rejeito tudo o que acontece na presença desses médiuns que pudesse ser explicado pela hipótese de fraude.
O médico, colocando-se à cabeceira do paciente, primeiro observa cuidadosamente todos os sintomas e então procede ao seu diagnóstico. Diz a si mesmo que o problema certamente não é tal, ou tal, ou tal doença, nem está incluído em certo grupo de doenças; e assim, descartando mal após mal, finalmente chega ou à coisa precisa que procura, ou, ao menos, a tal aproximação da verdade que sugere a tentativa de certa classe de remédios, até que o específico seja encontrado.
Cabe à Ciência observar os fatos, deduzir a lei e definir as condições; à Religião, seguir as causas morais nesta vida até suas consequências morais na próxima.
Este é o verdadeiro terreno intermediário sobre o qual os dois poderes em contenda podem chegar a um acordo no grande conflito que se avizinha, e cuja natureza terrível é tão claramente definida por Tyndall; Draper e outros.
Cabe à Ciência observar os fatos, deduzir a lei e definir as condições; à Religião, seguir as causas morais nesta vida até suas consequências morais na próxima. Este é o verdadeiro terreno intermediário sobre o qual os dois poderes em contenda podem chegar a um acordo no grande conflito que se avizinha.
— Pessoas do Outro Mundo — Henry Olcott
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