Aliada à sua parte espiritual está sua consciência, que servirá como seu guia infalível através dos assédios dos sentidos; pois a consciência é aquela percepção instantânea entre o certo e o errado, que só pode ser exercida pelo espírito, o qual, sendo uma porção da Sabedoria e Pureza Divinas, é absolutamente puro e sábio.
Seus impulsos são independentes da razão, e ela só pode se manifestar claramente quando não é obstruída pelas atrações mais baixas de nossa natureza dual.
Sendo a razão uma faculdade de nosso cérebro físico, uma que é justamente definida como a de deduzir inferências de premissas, e sendo inteiramente dependente da evidência de outros sentidos, não pode ser uma qualidade pertencente diretamente ao nosso espírito divino.
Este último conhece — portanto, todo raciocínio que implica discussão e argumento seria inútil.
Portanto, é com certo grau de lógica que os antigos teurgos sustentavam que a parte racional da alma do homem (espírito) nunca adentrava inteiramente o corpo humano, mas apenas o sombreava mais ou menos através da alma irracional ou astral, que serve como agente intermediário, ou um médium entre o espírito e o corpo.
O homem que conquistou a matéria suficientemente para receber a luz direta de seu resplandecente Augoeides sente a verdade intuitivamente; ele não poderia errar em seu julgamento, apesar de todos os sofismas sugeridos pela razão fria, pois ele está ILUMINADO.
Portanto, profecia, vaticínio e a chamada inspiração divina são simplesmente os efeitos dessa iluminação vinda de cima, por nosso próprio espírito imortal.
O homem que conquistou a matéria suficientemente para receber a luz direta de seu resplandecente Augoeides sente a verdade intuitivamente; pois ele está ILUMINADO. Profecia, vaticínio e a chamada inspiração divina são os efeitos dessa iluminação vinda de cima, por nosso próprio espírito imortal.
— Ísis Sem Véu Vol. 1 — H.P. Blavatsky
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