MÍSTICOS. — Os iniciados.
Mas, nos períodos medieval e posterior, o termo era aplicado a homens como Bœhmén, o Teósofo, Molinos, o Quietista, Nicolau de Basileia, e outros que acreditavam em uma comunhão interior direta com Deus, análoga à inspiração dos profetas.
ESPÍRITO. — A falta de qualquer acordo mútuo entre os escritores no uso desta palavra resultou em terrível confusão.
Ela é comumente feita sinônimo de alma; e os lexicógrafos sancionam o uso.
Este é o resultado natural de nossa ignorância da outra palavra, e da rejeição da classificação adotada pelos antigos.
Alhures, tentamos tornar clara a distinção entre os termos “espírito” e “alma”.
Não há passagens mais importantes nesta obra.
Por ora, acrescentaremos apenas que “espírito” é o νοῦς de Platão, o princípio imortal, imaterial e puramente divino no homem — a coroa da Tríade humana; ao passo que,
ALMA é a ψυχη, ou o nephesh da Bíblia; o princípio vital, ou o sopro da vida, que todo animal, até os infusórios, partilha com o homem.
Na Bíblia traduzida, ela representa indiferentemente vida, sangue e alma.
“Não matemos o seu nephesh”, diz o texto original: “não o matemos”, traduzem os cristãos (Gênesis xxxvii. 21), e assim por diante.
TEÓSOFISTAS. — Nas eras medievais, era o nome pelo qual eram conhecidos os discípulos de Paracelso, do século XVI, os chamados filósofos do fogo ou Philosophi per ignem.
Assim como os platônicos, eles consideravam a alma (ψυχη) e o espírito divino, nous (νοῦς), como uma partícula do grande Archos — um fogo tomado do eterno oceano de luz.
Não há passagens mais importantes nesta obra. Assim como os platônicos, eles consideravam a alma (ψυχη) e o espírito divino, nous (νοῦς), como uma partícula do grande Archos — um fogo tomado do eterno oceano de luz.
— Ísis Sem Véu Vol. 1 (Completo EN) — H.P. Blavatsky
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