Como são grandiosas, como são misteriosas as noites de primavera à beira-mar, quando os ventos estão acorrentados e os elementos aquietados! Um silêncio solene reina na natureza.
Céu e terra estão imersos no sono, mas suas almas estão despertas, e confabulam, sussurrando uma à outra mistérios inefáveis.
É então que o lado oculto da Natureza ergue para nós seus véus sombrios e revela segredos que em vão tentaríamos arrancar dela durante o dia.
Os prados siderais trocam abraços com suas irmãs mais humildes da terra — os vales enfeitados de margaridas e os verdes campos adormecidos.
A cúpula celeste cai prostrada nos braços do grande mar silencioso; e os milhões de estrelas que a adornam espreitam e banham-se em cada laguinho e poça.
Para a alma sulcada pela dor, esses orbes cintilantes são os olhos dos anjos.
Eles olham para baixo com inefável piedade sobre o sofrimento da humanidade.
Não é o orvalho noturno que cai sobre as flores adormecidas, mas lágrimas de simpatia que se derramam desses orbes, à vista da GRANDE DOR HUMANA.
É então que o lado oculto da Natureza ergue para nós seus véus sombrios e revela segredos que em vão tentaríamos arrancar dela durante o dia.
Para a alma sulcada pela dor, esses orbes cintilantes são os olhos dos anjos.
Não é o orvalho noturno que cai sobre as flores adormecidas, mas lágrimas de simpatia que se derramam desses orbes, à vista da GRANDE DOR HUMANA.
— Escritos Compilados Vol. 9 — H.P. Blavatsky
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