Assim como o sol central do universo – resplandecente de vida, luz e glória – é percebido por nós apenas como uma estrela por causa da distância, a Realidade, da qual essa estrela é um reflexo e símbolo, é perceptível dentro de nossa consciência somente como um ponto infinitesimal por causa da distância que separa nossa consciência dessa Realidade.
É a estrela em torno da qual tudo mais se move, quase inconscientemente.
Assim como os raios de um círculo estendidos ao infinito, em todas as direções, formam uma esfera imaginária com seu outro polo na infinidade, assim os raios dessa estrela, partindo em todas as direções, formam o que corresponderia a uma esfera em alguma nova dimensão, cujo outro pala está no infinito e para nós é imaginário.
Mas quem dirá o que é imaginário e o que é real? O que vemos no espelho da mortalidade, de mâyâ, deve necessariamente ser uma inversão da verdade imortal.
Shri Krishna diz-nos no Bhagavad-Gita que para o vidente com a visão clara, a noite é como o dia e o dia é como a noite.
Pode-se imaginar os dois palas – o pala do qual os raios são vistos estendendo-se para todos os lados, e o outro pala no infinito- como o pala (ou o centro) de imanência e o pala de transcendência.
O transcendente e o imanente são o mesmo em essência; apenas um fragmento é que é manifestado no imanente.
Pralaya para Manvântara, e Manvântara para Pralaya – a expansão da esfera para um plano e a contração do plano para uma esfera, com o aumento e a diminuição do raio – constituem a vibração do tempo.
Todas as estrelas, que são apenas um reflexo da única estrela em inúmeros pontos, surgem no processo da auto limitação do Absoluto, a quadratura do círculo infinito.
Desse ponto de vista, toda a manifestação é mâyâ ou ilusão.
A matéria é apenas uma galeria de espelhos; a única luz ou Realidade é aquela que é nela refletida.
Mas quem dirá o que é imaginário e o que é real? O que vemos no espelho da mortalidade, de mâyâ, deve necessariamente ser uma inversão da verdade imortal. Desse ponto de vista, toda a manifestação é mâyâ ou ilusão. A matéria é apenas uma galeria de espelhos; a única luz ou Realidade é aquela que é nela refletida.
— O Interesse Humano — N. Sri Ram
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