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O espírito apaga os olhos do mero intelecto

Separados como estão da acumulação de fatos em uma metade do universo, e essa a mais importante, os estudiosos modernos são naturalmente incapazes de construir um sistema de filosofia que satisfaça a si mesmos, quanto mais aos outros.

São como homens em uma mina de carvão, que trabalham o dia inteiro e emergem apenas à noite, sendo assim incapazes de apreciar ou compreender a beleza e a glória da luz do sol.

Nenhuma esperança de uma eternidade de pesquisa, realização e consequente prazer suaviza as asperezas da existência presente; e nenhuma recompensa é oferecida pelo esforço, senão o ganhar o pão de hoje e a vã e sombria fantasia de que seus nomes possam não ser esquecidos por alguns anos após a sepultura ter-se fechado sobre seus restos.

A morte, para eles, significa a extinção da chama da vida e a dispersão dos fragmentos da lâmpada pelo espaço infinito.

O mero esclarecimento intelectual não pode reconhecer o espiritual. Assim como o sol apaga um fogo, o espírito apaga os olhos do mero intelecto.

São como homens em uma mina de carvão, que trabalham o dia inteiro e emergem apenas à noite, sendo assim incapazes de apreciar ou compreender a beleza e a glória da luz do sol. A morte, para eles, significa a extinção da chama da vida e a dispersão dos fragmentos da lâmpada pelo espaço infinito.

— Ísis Sem Véu Vol. 1 — H.P. Blavatsky

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