Paradoxo: o movimento áspero do corpo que abre novos níveis de percepção na consciência. Não há divisão mente/corpo na visão de mundo de Rumi; tudo está em fluxo, fluindo constantemente de uma situação a outra; tudo é uma manifestação do Divino, emanações transmitidas como luz do sol através do nosso sistema solar. Somos partículas em órbita ao redor dessa fonte maravilhosa de poder e amor — este sol — ansiando por retornar a ele, ser aniquilados por ele e descobrir nossa verdadeira natureza. Os versos de Rumi exemplificam essa qualidade mercurial de perda, anseio e amor — sempre buscamos a completude, e a única completude verdadeira que encontramos está em nos perdermos no Amado.
Rumi escreveu poesia para transformar seus ouvintes e leitores, para tirá-los de si mesmos, para embriagá-los com o Divino. Nesta era desencantada, onde flutuamos sem rumo em uma espécie de irrealidade pós-moderna, onde as imagens nos roubam o senso de nós mesmos, Rumi tem algo importante a dizer a todos nós. Sua poesia atiça um fogo em nós, algo incandescente com o anseio de alcançar níveis mais elevados de consciência em nós mesmos, de romper o molde de nossa solidão em direção a um todo maior e que enaltece a vida.
Não há divisão mente/corpo na visão de mundo de Rumi; tudo está em fluxo, fluindo constantemente de uma situação a outra; tudo é uma manifestação do Divino.
— Palavras do Paraíso — Rumi
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