Ele é, portanto, de natureza dupla, mortal e imortal.
Em seu estado final, ele é mortal; em seu estado inicial, imortal; mas é somente dentro deste mundo duplo, que encontra sua expressão no físico, que ele pode adquirir aquelas faculdades que o conduzirão ao mundo imorredouro.
Na verdade, sua tarefa é precisamente extrair do mortal os frutos do imortal.
Assim se revela a raison d’être da doença e da morte no mundo dos sentidos.
A morte nada mais é do que um sinal de que o antigo mundo superfísico havia chegado a um ponto a partir do qual não poderia mais progredir por si mesmo.
Teria necessariamente que sofrer uma morte universal se não tivesse recebido um novo impulso de vida, e a nova vida assim desceu para batalhar com a morte universal.
Dos restos de um mundo em decadência e frio, floresce a semente de um novo mundo.
Se, em plena consciência, pudesse falar a si mesmo em sua hora de morte, poderia dizer: “A morte é minha mestra.
O fato de eu estar morrendo é um resultado de todo o passado no qual estou enredado.
Contudo, o solo da morte amadureceu em mim a semente do que é imortal.
A morte nada mais é do que um sinal de que o antigo mundo superfísico havia chegado a um ponto a partir do qual não poderia mais progredir por si mesmo. Dos restos de um mundo em decadência e frio, floresce a semente de um novo mundo. Contudo, o solo da morte amadureceu em mim a semente do que é imortal.
— A Iniciação e Seus Resultados — Rudolf Steiner
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