Somos a linha inteira, e o ponto de consciência está passando de uma parte de nós mesmos para outra parte que é igualmente nós mesmos.
Está dentro de nossas possibilidades despertar a totalidade de nós mesmos, estar conscientes de nós mesmos como uma linha e não meramente como um ponto — e quando tivermos conseguido alcançar isso, teremos transcendido a ilusão do nosso tipo de tempo, pois o passado e o futuro estão simultaneamente diante de nós.
Tomemos a analogia de um trem, que podemos supor estar correndo de sul para norte.
Movemo-nos ao longo dessa linha e, em qualquer momento dado, vemos o que é visível do ponto particular em que por acaso estamos.
Sabemos, no entanto, que toda a ferrovia existe o tempo todo, e que os objetos que vemos em sucessão realmente existem simultaneamente; e não é difícil para nós imaginar uma condição em que, estando simultaneamente presentes em cada ponto, pudéssemos ter todo o panorama diante de nós ao mesmo tempo.
Está dentro de nossas possibilidades despertar a totalidade de nós mesmos, estar conscientes de nós mesmos como uma linha e não meramente como um ponto — e quando tivermos conseguido alcançar isso, teremos transcendido a ilusão do nosso tipo de tempo.
— A Mônada — C.W. Leadbeater
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