O estado de amor é o estado de graça. O desenvolvimento deste estado e o desvendar de seus mistérios traz a pessoa àquela condição onde não há separação entre si mesma e as outras.
O amor existe naqueles níveis onde nós tocamos a verdadeira natureza das coisas.
Desprendendo-se de todo interesse terreno, você tem de construir ao seu redor uma aura de amor universal, na qual deva ter lugar a gestação do homem divino que será você mesmo.
É num estado de amor que todas as perfeições surgem; é o estado em que não há egocentrismo.
O amor que merece este nome é imparcial, não possessivo, totalmente beneficiente; somente neste amor pode ser descoberta a força que finalmente trará o homem à sua liberdade. O amor é a única força que não cria ou acrescenta nada às complicações do karma.
O amor é uma maneira de conhecer. O amante tem um divino conhecimento do amado, divino em sua qualidade, atingido num estado de totalidade, e é um fim em si mesmo. Estar amando é reagir diretamente e plenamente ao objeto desse amor, sem o efeito escurecedor do eu, que interpõe uma barreira. Porém, não é uma reação, mas ação.
O amor que merece este nome é imparcial, não possessivo, totalmente beneficiente; somente neste amor pode ser descoberta a força que finalmente trará o homem à sua liberdade.
— Pensamentos para Aspirantes ao Caminho Espiritual — N. Sri Ram
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