A luta em Kama loca é de fato a vida da entidade naquela fase de existência. Como foi corretamente afirmado no texto do capítulo precedente, a evolução que ocorre durante essa fase de existência não está relacionada com a escolha responsável entre o bem e o mal que se dá durante a vida física. Kama loca é uma porção do grande mundo dos efeitos — não uma esfera na qual causas são geradas (exceto em circunstâncias peculiares). A entidade de Kama loca, portanto, não é verdadeiramente senhora de seus próprios atos; ela é antes o joguete de suas próprias afinidades já estabelecidas. Mas estas estão o tempo todo se afirmando, ou se esgotando, gradualmente, e a entidade de Kama loca tem uma existência de consciência vívida de um tipo ou de outro o tempo todo.
Ora, um momento de reflexão mostrará que aquelas afinidades que estão ganhando força e se afirmando têm a ver com as aspirações espirituais da vida recém-experimentada, enquanto aquelas que estão se esgotando têm a ver com seus gostos materiais, emoções e propensões. A entidade de Kama loca, lembremo-nos, está a caminho de Devachan, ou, em outras palavras, está crescendo naquele estado que é o estado devachânico, e o processo de crescimento é realizado por ação e reação, por fluxo e refluxo, como quase todo o resto na Natureza — por uma espécie de oscilação entre as atrações conflitantes da matéria e do espírito. Assim, o Ego avança em direção ao Céu, por assim dizer, ou recua em direção à terra, durante sua existência em Kama loca, e é justamente essa tendência a oscilar entre os dois polos de pensamento ou condição que o traz de volta ocasionalmente à esfera da vida que acabou de deixar.
A entidade de Kama loca, portanto, não é verdadeiramente senhora de seus próprios atos; ela é antes o joguete de suas próprias afinidades já estabelecidas. O processo de crescimento é realizado por ação e reação, por fluxo e refluxo, como quase todo o resto na Natureza — por uma espécie de oscilação entre as atrações conflitantes da matéria e do espírito.
— Budismo Esotérico — A.P. Sinnett
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