Não há “criação das trevas”, nem “Dragão Maligno” vencido por um Deus-Sol, nas mais antigas Cosmogonias do Mundo.
Mesmo entre os Acádios, o grande Abismo (o Abismo Aquoso, ou ESPAÇO) era o lugar de nascimento e a morada de Ea, a Sabedoria, a divindade infinita incognoscível.
Mas com os Semitas e os Caldeus posteriores, o Abismo insondável da Sabedoria torna-se matéria bruta, Substância pecaminosa, e Ea transforma-se em Tiamat, o dragão morto por Marduk, ou Satã, nas ondas astrais.
Nos Purânas Hindus, Brahmâ, o criador, é visto recomeçando de novo várias criações após outras tantas falhas; e duas grandes criações são mencionadas, a Padma e a Vârâha, a atual, quando a Terra foi erguida das águas por Brahmâ, sob a forma de um javali, ou “Vârâha Avatar”. A criação é mostrada como um esporte, um entretenimento (Lîlâ) do deus criador.
O Zohar fala de mundos primordiais, que pereceram tão logo vieram à existência.
E o mesmo é dito no Midrash, o Rabino Abahu explicando distintamente (em Bereschith Rabba, Parscha IX.) que “o Santo” havia sucessivamente criado e destruído vários mundos, antes de ter sucesso no presente.
Isto não se relaciona apenas a outros mundos no espaço, mas a um mistério de nosso próprio globo contido na alegoria sobre os “reis de Edom”. Pois as palavras, “Este me agrada”, são repetidas em Gênesis i. 31, embora em termos desfigurados, como de costume.
Os fragmentos caldeus de Cosmogonia nas inscrições cuneiformes, e alhures, mostram duas criações distintas de animais e homens, a primeira tendo sido destruída, por ser um fracasso.
As tábuas cosmogônicas provam que esta nossa criação atual foi precedida por outras (ver “Hibbert Lectures”, p. 390); e como mostrado pelo autor de “The Qabbalah”, no Zohar, Siphrah Dzeniouta, em Jovah Rabbah, 128a, etc.
A Cabala afirma o mesmo.
O Zohar fala de mundos primordiais, que pereceram tão logo vieram à existência. E o mesmo é dito no Midrash, o Rabino Abahu explicando distintamente que “o Santo” havia sucessivamente criado e destruído vários mundos, antes de ter sucesso no presente.
— A Doutrina Secreta Vol. 2 — H.P. Blavatsky
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