O desenvolvimento da controvérsia sobre os milagres de Jesus-Apolônio, transformada em batalha de Jesus-contra-Apolônio e até mesmo de Cristo-contra-o-Anticristo, travada com revezamentos de defensores vigorosos de um lado contra um débil protesto, na melhor das hipóteses, do outro, é um espetáculo doloroso de se contemplar.
Quão tristemente Jesus e Apolônio devem ter observado, e ainda observam, essa luta amarga e inútil em torno de suas santas pessoas.
Por que a posteridade deveria colocar suas memórias uma contra a outra? Eles se opuseram um ao outro em vida? Nem mesmo seus biógrafos o fizeram após suas mortes? Por que, então, a controvérsia não pôde cessar com Eusébio? Pois Lactâncio admite francamente o ponto apresentado por Hierocles (para exemplificar o qual Hierocles apenas se referiu a Apolônio como um exemplo entre muitos) — de que “milagres” não provam divindade.
Fundamos nossas alegações, diz Lactâncio, não em milagres, mas no cumprimento da profecia. Tivesse essa posição mais sensata sido reavivada em vez da de Eusébio, o problema de Apolônio teria sido considerado em seu ambiente histórico natural há quatrocentos anos, e muita tinta e papel teriam sido poupados.
Quão tristemente Jesus e Apolônio devem ter observado, e ainda observam, essa luta amarga e inútil em torno de suas santas pessoas. Por que a posteridade deveria colocar suas memórias uma contra a outra? Eles se opuseram um ao outro em vida?
— Apolônio de Tiana — G.R.S. Mead
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