Inscreva-se no Grupo de Estudos no WhatsApp Conteúdos diários sobre filosofia, espiritualidade e autoconhecimento

Aprender a Viver, Aprender a Morrer

Finalmente, todos concordam que nenhuma ocupação pode ser seguida com sucesso por um homem que está atarefado com muitas coisas — nem a eloquência, nem os estudos liberais —, pois a mente, quando seus interesses estão divididos, não absorve nada profundamente, mas rejeita tudo o que é, por assim dizer, entulhado nela. Não há nada com que o homem ocupado esteja menos ocupado do que com viver: não há nada que seja mais difícil de aprender. Das outras artes há muitos mestres em toda parte; algumas delas vimos que meros rapazes dominaram tão completamente que puderam até fazer o papel de mestre.

Leva a vida inteira para aprender a viver e — o que talvez o faça admirar mais — leva a vida inteira para aprender a morrer. Muitos homens muito grandes, tendo deixado de lado todos os seus fardos, tendo renunciado a riquezas, negócios e prazeres, fizeram do conhecimento de como viver seu único objetivo até o fim da vida; contudo, a maior parte deles partiu da vida confessando que ainda não sabiam — muito menos sabem aqueles outros.

Acredite em mim, é preciso um grande homem, e um que se elevou muito acima das fraquezas humanas, para não permitir que nenhum de seu tempo lhe seja surrupiado, e segue-se que a vida de tal homem é muito longa porque ele dedicou inteiramente a si mesmo todo o tempo que teve. Nada dele ficou negligenciado e ocioso; nada dele esteve sob o controle de outro, pois, guardando-o com o maior ciúme, ele não encontrou nada que fosse digno de ser trocado por seu tempo.

Sobre a Brevidade da Vida — Sêneca

Leia mais citações e reflexões em Show de Ideias.

Deixe um comentário



Inscreva-se no Grupo de Estudos no WhatsApp Conteúdos diários sobre filosofia, espiritualidade e autoconhecimento