Não havia Mistérios no princípio, nos é ensinado. O Conhecimento (Vidyâ) era propriedade comum e reinava universalmente durante toda a Era de Ouro (Satya Yuga). Como diz o Comentário:
Os homens ainda não haviam criado o mal naqueles dias de bem-aventurança e pureza, pois eram de natureza mais divina do que humana.
Mas quando a humanidade, aumentando rapidamente em números, aumentou também em variedade de idiossincrasias de corpo e mente, então o Espírito encarnado mostrou sua fraqueza. Exageros naturais, e junto com estes as superstições, surgiram nas mentes menos cultivadas e saudáveis.
O egoísmo nasceu de desejos e paixões até então desconhecidos, e com demasiada frequência o conhecimento e o poder foram abusados, até que finalmente se tornou necessário limitar o número daqueles que sabiam. Assim surgiu a Iniciação.
Cada nação em separado organizou para si um sistema religioso, de acordo com seu esclarecimento e suas necessidades espirituais. Descartado o culto da mera forma pelos sábios, estes confinaram o verdadeiro conhecimento a muito poucos. A necessidade de velar a verdade para protegê-la da profanação tornando-se mais aparente a cada geração, um véu fino foi usado no início, que teve de ser gradualmente espessado de acordo com a propagação da personalidade e do egoísmo, e isto conduziu aos Mistérios. Eles passaram a ser estabelecidos em todos os países e entre todos os povos, enquanto que para evitar conflitos e mal-entendidos, crenças exotéricas foram permitidas crescer nas mentes das massas profanas.
O egoísmo nasceu de desejos e paixões até então desconhecidos, e com demasiada frequência o conhecimento e o poder foram abusados, até que finalmente se tornou necessário limitar o número daqueles que sabiam. Assim surgiu a Iniciação.
— A Doutrina Secreta Vol. 3 — H.P. Blavatsky
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