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Brimô e Brimos: O Nascimento do Iniciado nos Mistérios

Reia era também chamada Brimô pelos frígios, e seu filho (Zeus) era chamado Brimos. Isto no macrocosmo; no microcosmo, Reia era a Alma Espiritual (Buddhi) que deu à luz a Alma Humana (Manas). Assim, Hipólito, na Philosophumena (v.6): ‘Os frígios também (ele [o escritor do livro do qual o Padre da Igreja extraiu sua informação] diz) chamavam-na [a Alma Humana] de “Espiga de Trigo Verde Colhida”. E depois dos frígios, os atenienses, em seus Mistérios de Elêusis, mostram àqueles que são iniciados em silêncio no grande, maravilhoso e perfeitíssimo mistério dos Epoptas [aqueles que “veem face a face”], uma espiga de trigo colhida. Ora, esta espiga de trigo é também, para os atenienses, o Iluminador proveniente do Indelineável [Alma Espiritual, Grande Mãe, a Alma da Paz (Shânta Atman) da Kathopanishad], perfeito e grande, assim como o hierofante também — não emasculado como Átis, mas feito eunuco com suco de cicuta [suco de soma] e divorciado de toda geração carnal — na noite, em Elêusis, sob muitas nuvens de fogo [sem dúvida algum fenômeno psíquico], realizando os grandes e inefáveis mistérios, brada e clama em alta voz, dizendo: “Nossa Senhora deu à luz um filho sagrado, Brimô [deu à luz] Brimos” — isto é, o forte para o forte. Nossa Senhora (ele diz) é a geração espiritual, a celestial, a de cima; e o “forte”, aquele que nasce.’ Isto é, o novo ‘Duas Vezes Nascido’, ou Iniciado que nasce da ‘Fonte da Vida’.

“Nossa Senhora deu à luz um filho sagrado, Brimô deu à luz Brimos — isto é, o forte para o forte.” A geração espiritual, a celestial, a de cima — eis o verdadeiro nascimento do Iniciado.

— O Panteão Órfico — G.R.S. Mead

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