Nesta nossa existência agitada e complexa, a compreensão é absolutamente essencial. Não estou empregando a palavra “ compreensão em seu sentido literal, porquanto, para mim, “compreensão” significa o próprio agir; não tendes de compreender primeiro para depois agir, mas compreender é agir, é ação. Uma coisa não está separada da outra.
Trata-se, pois, de expormos, de examinarmos, todos juntos, esta questão da vida, da existência, na qual se incluem todas as relações, o amor e a morte. A meditação oferece o meio de acesso à compreensão deste problema do viver, não apenas como um fenômeno, senão ainda como uma coisa de imensa significação, digna de ser amada e profundamente vivida; meditar, com efeito, é viver.
Mas, na meditação não há prática, nem sistema, nem método; ela não é um alheamento da vida e seus deleites, suas tristezas e desespero, nem tão pouco uma fuga para um certo mundo místico, irreal, romântico, criado pela imaginação do próprio indivíduo.
A qualidade de meditação é sumamente importante. Esta palavra significa: “Ponderar, pensar sobre, penetrar profundamente uma questão.” Meditação, pois, não é “como pensar” ou “como controlar a mente” para pô-la quieta e em silêncio; é, sim, a compreensão dos problemas da vida, para que se torne existente a beleza do silêncio, sem a qual a vida não tem sentido.
Compreender esse movimento não-separado, não-dividido — nisso consiste a beleza da meditação. Portanto, o que se requer para vivermos totalmente livres de luta e de contradição é equilíbrio e harmonia, e a meditação é o caminho que leva a esse estado.
Trata-se, pois, de expormos, de examinarmos, todos juntos, esta questão da vida, da existência, na qual se incluem todas as relações, o amor e a morte. A meditação oferece o meio de acesso à compreensão deste problema do viver, não apenas como um fenômeno, senão ainda como uma coisa de imensa significação, digna de ser amada e profundamente vivida; meditar, com efeito, é viver. A qualidade de meditação é sumamente importante. Esta palavra significa: “Ponderar, pensar sobre, penetrar profundamente uma questão.” Meditação, pois, não é “como pensar” ou “como controlar a mente” para pô-la quieta e em silêncio; é, sim, a compreensão dos problemas da vida, para que se torne existente a beleza do silêncio, sem a qual a vida não tem sentido.
— Conversas com Estudantes — J. Krishnamurti
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