O Espírito da Vida e da Imortalidade era simbolizado em toda parte por um círculo: daí a serpente que morde a própria cauda, representando o círculo da Sabedoria no infinito; assim como a cruz astronômica — a cruz dentro de um círculo, e o globo, com duas asas adicionadas a ele, que então se tornou o sagrado Scarabus dos egípcios, cujo próprio nome sugere a ideia secreta a ele associada. Pois o Scarabus é chamado no Egito (nos papiros) de Khopirron e Khopri, do verbo Khopron “tornar-se”, e foi assim feito um símbolo e um emblema da vida humana e dos sucessivos devires do homem, através das várias peregrinações e metempsicoses (reencarnações) da Alma libertada.
Este símbolo místico mostra claramente que os egípcios acreditavam na reencarnação e nas vidas e existências sucessivas da entidade imortal.
Sendo, no entanto, uma doutrina esotérica, revelada apenas durante os mistérios pelos sacerdotes-hierofantes e pelos Reis-Iniciados aos candidatos, era mantida em segredo.
As inteligências incorpóreas (os Espíritos Planetários, ou Poderes Criativos) eram sempre representadas sob a forma de círculos.
Na filosofia primitiva dos Hierofantes, esses círculos invisíveis eram as causas prototípicas e os construtores de todos os orbes celestes, que eram seus corpos ou coberturas visíveis, e dos quais eram as almas.
Era certamente um ensinamento universal na antiguidade.
O Espírito da Vida e da Imortalidade era simbolizado em toda parte por um círculo. Este símbolo místico mostra claramente que os egípcios acreditavam na reencarnação e nas vidas e existências sucessivas da entidade imortal.
— A Doutrina Secreta Vol. 2 — H.P. Blavatsky
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