Além disso, no fundo de todo ser humano residem poderes divinos inerentes, o Cristo nele, adormecido na grande maioria até ser despertado pelas tempestades da vida.
Todos os seres humanos experimentam essas tempestades despertadoras, e nesta história somos aconselhados sobre o único meio seguro pelo qual a tentação pode ser resistida, os desejos e anseios passionais podem ser sublimados em poderes espirituais e a paz do coração e da mente pode ser recuperada.
Este caminho seguro é aquele seguido pelos discípulos: ignorar em vez de combater o desejo, elevar-se acima dele, abordar e despertar o poder divino, o Cristo adormecido dentro de si.
Assim exaltado, consciente muito mais de sua natureza espiritual do que de sua natureza material, o ser humano, em virtude do poder dentro de si, é capaz de dizer às suas emoções impulsionadas pela tempestade: ‘Aquieta-te’, com a certeza de obediência completa.
Assim interpretada, a história de um evento de dois mil anos atrás revela uma verdade válida agora como sempre e dá sábia orientação na solução de um dos mais prementes problemas da vida.
A história diz ainda o significado e o propósito — o valor, na verdade — das tempestades da vida; pois não fosse a tempestade, o Cristo teria continuado a dormir. Nesta história há paz no início e paz no fim.
Mas os dois estados são diferentes.
No primeiro, o princípio divino está na paz do sono; no segundo, a paz é o resultado do comando sobre forças tumultuosas pelo princípio divino desperto: é uma paz positiva.
Isso retrata a Evolução do Self divino dos seres humanos, que emergem ‘no princípio’ (Gên. 1:1) no sono de divindade não realizada e inconsciente de si, poder e paz.
Eventualmente, como resultado da experiência da vida, o ser humano alcança e perpetuamente permanece na ‘paz de Deus que excede todo entendimento’ (Fil. 4:7), uma paz que é um poder positivo.
Este caminho seguro é aquele seguido pelos discípulos: ignorar em vez de combater o desejo, elevar-se acima dele, abordar e despertar o poder divino, o Cristo adormecido dentro de si. Não fosse a tempestade, o Cristo teria continuado a dormir.
— Cristianismo Místico — Geoffrey Hodson
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