Ao iniciar a longa viagem, o Peregrino está imaculado; descendo cada vez mais na matéria pecaminosa, e associando-se a cada um dos átomos do Espaço manifestado, só depois de chegar ao fundo do vale da matéria, e de haver lutado e sofrido através de cada uma das formas do ser e da vida, pode ele identificar-se com a humanidade coletiva: percorreu então a primeira metade do seu ciclo.
Essa humanidade, ele a fez segundo a sua própria imagem. A fim de ganhar a senda do progresso, e subir sempre, até alcançar a sua verdadeira pátria, o “Deus” tem ainda que escalar, com o sofrimento, o caminho escarpado do Gólgota da Vida.
É o martírio da existência consciente de si mesma.
Como Vishvakarman, tem que sacrificar-se, ele próprio, para redimir todas as criaturas, para ressuscitar, de entre as Vidas Múltiplas, a Vida Una.
Então, há a sua real ascensão para os céus, onde imerge na incompreensível Existência e Bem-Aventurança Absolutas do Paranirvâna, e reina incondicionalmente; e de onde voltará a descer na próxima “Vinda”, que uma parte da humanidade, atendo-se à letra morta, espera como o “Segundo Advento”, e outra parte como o último “Kalki Avatar”.
É o martírio da existência consciente de si mesma. Como Vishvakarman, tem que sacrificar-se, ele próprio, para redimir todas as criaturas, para ressuscitar, de entre as Vidas Múltiplas, a Vida Una.
— A Doutrina Secreta Vol. 1 — H.P. Blavatsky
📖 Continuar lendo o texto original
Abrir na Biblioteca Teosófica
📬 Receba esses conteúdos por email: GET HERMES no Google Groups