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O Ponto no Disco: o alvorecer da diferenciação

O ponto no Disco até então imaculado, Espaço e Eternidade em Pralaya, denota o alvorecer da diferenciação.

É o Ponto no Ovo Mundano, o germe dentro deste que se tornará o Universo, o ALL, o Kosmos periódico e ilimitado, sendo este germe latente e ativo, periódica e alternadamente.

O círculo único é a unidade divina, da qual tudo procede, para a qual tudo retorna.

Sua circunferência — um símbolo forçosamente limitado, em vista da limitação da mente humana — indica a Presença abstrata, sempre incognoscível, e seu plano, a Alma Universal, embora os dois sejam um.

Somente a face do Disco sendo branca e o fundo ao redor todo preto, mostra claramente que seu plano é o único conhecimento, embora ainda obscuro e nebuloso, que é acessível ao homem.

É neste plano que começam as manifestações manvantáricas; pois é nesta ALMA que dormita, durante o Pralaya, o Pensamento Divino, no qual se oculta o plano de toda futura Cosmogonia e Teogonia.

É a VIDA UNA, eterna, invisível, porém onipresente, sem começo nem fim, porém periódica em suas manifestações regulares, entre cujos períodos reina o mistério escuro do não-Ser; inconsciente, porém Consciência absoluta; irrealizável, porém a única realidade autoexistente; verdadeiramente, ‘um caos para os sentidos, um Kosmos para a razão.’ Seu único atributo absoluto, que é ELA MESMA, eterno, incessante Movimento, é chamado em linguagem esotérica de ‘Grande Sopro’, que é o movimento perpétuo do universo, no sentido de ESPAÇO ilimitado, sempre presente.

Aquilo que é imóvel não pode ser Divino.

Mas então não há nada, de fato e em realidade, absolutamente imóvel dentro da alma universal.

É a VIDA UNA, eterna, invisível, porém onipresente, sem começo nem fim, porém periódica em suas manifestações regulares, entre cujos períodos reina o mistério escuro do não-Ser; inconsciente, porém Consciência absoluta; irrealizável, porém a única realidade autoexistente. Aquilo que é imóvel não pode ser Divino.

— H.P. Blavatsky, a Portadora da Luz — Geoffrey A. Barborka

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