Não encontramos nada que indicasse o contrário; e, de fato, o próprio bom senso mostraria que, se um homem tem posse absoluta de qualquer coisa que lhe pertença, essa coisa deve ser o seu corpo físico, e que ele é livre para decidir como ele será disposto após a sua morte, contanto que não escolha método algum que ponha em perigo os direitos ou o bem-estar de outros.
No entanto, não nos importávamos com isso, pois o louvor e a censura dos ignorantes são igualmente sem valor.
Quando tudo estava pronto, o corpo foi deslizado para dentro da retorta, silenciosa e reverentemente.
Não houve serviços religiosos, nem discursos, nem música, nem clímax, nada que tivesse lançado grande solenidade sobre a ocasião.
Não houve um único traço de cerimônia. Tudo foi tão prático quanto possível.
Quando a extremidade do esquife alcançou a parte mais distante e mais quente do forno, as sempre-verdes em volta da cabeça irromperam em chamas e foram rapidamente consumidas, mas as flores e as sempre-verdes sobre a outra parte do corpo permaneceram intocadas.
As chamas formaram, por assim dizer, uma coroa de glória para o morto.
Quando a retorta foi aberta, na manhã seguinte à cremação de De Palm, nada restava do corpo outrora alto e robusto, senão um rastro de pó branco e alguns fragmentos de articulações ósseas; o conjunto pesava apenas cerca de seis libras.
As chamas formaram, por assim dizer, uma coroa de glória para o morto. O louvor e a censura dos ignorantes são igualmente sem valor. Nada restava do corpo outrora alto e robusto, senão um rastro de pó branco.
— Páginas de um Diário Antigo — Henry Olcott
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