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Limites, dever e o momento de agir

Para que o homem se fortaleça, sua vida necessita de limites impostos pelo dever e aceitos voluntariamente.

A pessoa humana só adquire relevância enquanto espírito livre, quando se impõe limites e determina de forma espontânea o seu dever.

Muitas vezes um homem gostaria de realizar algo, porém se vê diante de limitações intransponíveis.

É necessário, então, que ele saiba discernir em que ponto deve parar.

Se ele compreende isso claramente e respeita os limites que lhe foram impostos, poderá reunir a energia necessária para agir com firmeza, quando chegar o momento adequado.

Durante a preparação de coisas importantes, a discrição é indispensável.

Quando chega o momento de agir é necessário se proceder com rapidez.

A água, num lago, primeiro se acumula sem transbordar, mas quando ele estiver cheio, sem dúvida encontrará uma saída.

O mesmo ocorre na vida humana.

A hesitação é benéfica enquanto o momento de agir ainda não chegou, e nociva se prossegue após ele ocorrer.

Uma vez que os obstáculos para a ação foram removidos e um homem, ansioso, ainda hesita, comete um erro que tende a provocar desastre, pois perde sua oportunidade.

A pessoa humana só adquire relevância enquanto espírito livre, quando se impõe limites e determina de forma espontânea o seu dever. A hesitação é benéfica enquanto o momento de agir ainda não chegou, e nociva se prossegue após ele ocorrer.

— I Ching — O Livro das Mutações — Richard Wilhelm

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