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Viver em amor com as próprias ações

Ela quer realizar suas intuições e eu as minhas.

Se nós dois realmente agirmos a partir de idéias, então nos encontraremos e nos harmonizaremos necessariamente em nosso empenho e em nossas intenções.

Um desentendimento moral, uma hostilidade ética, não é possível entre pessoas eticamente livres.

O não-livre rejeita o outro quando este não age conforme o mesmo impulso ou de acordo com as mesmas normas.

Viver em amor com as próprias ações e deixar viver em plena compreensão da vontade alheia é a máxima dos homens livres.

Eles não conhecem outro dever a não ser aquele com o qual estão em sintonia intuitiva; o que farão em determinada situação, isso lhes dirá a sua capacidade de intuir idéias.

Se não existisse no homem a base para o entendimento, não seria possível inculcá-la por meio nenhum.

Somente porque vivem no mesmo mundo espiritual, os homens podem existir um ao lado do outro.

O homem livre vive na confiança de que o outro homem livre pertence ao mesmo mundo numênico e, por isso, se encontrará com ele em suas intenções.

Ele tampouco exige concordância do outro, mas a espera, porque ela pertence à natureza humana.

Os espíritos livres, porém, não se conformam com tal escravidão.

Eles se levantam a partir do momento em que encontram a si mesmos para seguirem os seus caminhos em meio ao caos das convenções, obrigações e exercícios religiosos.

Eles são livres quando seguem apenas a si mesmos, não-livres quando se submetem.

Quem pode dizer que é livre em todas as suas ações? Mas em cada um existe uma essência profunda na qual se expressa o homem livre.

Nossa vida se compõe de ações livres e não-livres.

Não é possível formar por completo a idéia do homem sem pensar no espírito livre como a expressão mais pura do homem.

Verdadeiramente homens somos apenas como seres livres.

Viver em amor com as próprias ações e deixar viver em plena compreensão da vontade alheia é a máxima dos homens livres. Ele tampouco exige concordância do outro, mas a espera, porque ela pertence à natureza humana. Verdadeiramente homens somos apenas como seres livres.

— A Filosofia da Liberdade — Rudolf Steiner

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