A alma se situa entre o presente e a eternidade, pois medeia entre o corpo e o espírito. Mas ela também é mediadora entre o presente e a eternidade; conserva o presente para a lembrança, subtraindo-o, portanto, ao transitório e acolhendo-o na eternidade de seu espírito. Ela também imprime eternidade ao perecível e temporário — pois, além de não se entregar, em sua vida, exclusivamente aos estímulos passageiros, determina por si mesma as coisas, incorporando sua própria natureza às ações que executa. Pela lembrança, a alma conserva o ontem; pela ação, prepara o amanhã.
Mas também a ação adquire perpetuidade, uma vez impressa no mundo exterior. Quando corto um galho de uma árvore, por intermédio de minha alma ocorre algo que altera completamente o curso dos acontecimentos do mundo exterior. Teria ocorrido algo totalmente diverso com o galho se eu não tivesse interferido com minha ação. Eu dei origem a uma série de efeitos que não teriam ocorrido se eu não existisse. O que eu fiz hoje permanece para amanhã; torna-se duradouro por meio da ação, tal como minhas impressões de ontem se tornaram permanentes por meio da memória.
Pela lembrança, a alma conserva o ontem; pela ação, prepara o amanhã. O que eu fiz hoje permanece para amanhã; torna-se duradouro por meio da ação, tal como minhas impressões de ontem se tornaram permanentes por meio da memória.
— Teosofia — Rudolf Steiner
📖 Continuar lendo o texto original
Ler o trecho no App Teosofia
📬 Receba esses conteúdos por email: GET HERMES no Google Groups