O sujeito puro não é o “eu” como nós o encontramos em nosso interior, porque o eu é o produto de reações ocasionadas ou mecânicas, o centro dessas reações.
A resposta do sujeito puro não é ocasionada, e sim totalmente livre e espontânea.
Onde houver ação livre, haverá o fluxo livre da vida, a alegria da ação.
É a ação total de sua natureza pura, de toda a expansão de consciência, ou da atividade da consciência que ela é. Pouco conhecemos desta ação, exceto em raros momentos de felicidade, beleza e amor.
Aquilo que é a natureza do sujeito puro deve ser questão de descoberta de cada um por si mesmo, porém nada pode ser-lhe mais real do que a plenitude de sua própria ação de uma maneira que não deixa nenhuma lacuna, mas torna a totalidade daquela ação absoluta.
O caminho para a realidade, que está na pureza do nosso ser interior ou consciência, consiste em libertá-lo de tudo que tenha sido superposto, da natureza que desenvolvemos, enquanto distinta daquela natureza que eternamente é. Identificamo-nos com tantas coisas, nossos corpos, nossa raça, nossa nacionalidade, nossas propriedades, nossas ideias, nossos hábitos.
Precisamos abstrair-nos da identificação com tudo que for externo a nós próprios.
Este desimpedimento daquilo que essencialmente somos não é escapismo.
É a obtenção de um estado de liberdade e universalidade.
A resposta do sujeito puro não é ocasionada, e sim totalmente livre e espontânea. Onde houver ação livre, haverá o fluxo livre da vida, a alegria da ação. Aquilo que é a natureza do sujeito puro deve ser questão de descoberta de cada um por si mesmo.
— Em Busca da Sabedoria — N. Sri Ram
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