A causalidade é a reconciliação entre a necessidade, a unidade fixa, do Self, por um lado, e a acidentalidade, o fluxo e a fluência, a multiplicidade, do Not-Self, por outro. Mas, ainda assim, é apenas um subterfúgio, uma evasão, uma ilusão mayávica, é apenas a próxima melhor coisa e não a melhor. Pois, em sentido estrito, a mais simples mudança, a passagem de algo para o nada e do nada para algo, é impossível, e impossível de compreender.
A verdadeira satisfação é encontrada somente quando reduzimos a mudança à imutabilidade.
Uma grande biblioteca contém milhões de diferentes permutações e combinações das palavras de uma língua, cada permutação ou combinação tendo um significado conectado, bem como individual. Na biblioteca do universo, o número de volumes é interminável, e cada volume é uma história de vida sem começo nem fim; o único autor é o Self único, pseudo-infinito em número e pseudo-eterno no tempo, e os leitores são também todos apenas o próprio autor, o único Self; e cada volume, novamente, conta apenas uma e a mesma história, mas em uma ordem diferente da de todos os outros.
Cada ponto, para si mesmo, portanto, parece viver nestas inúmeras maneiras e funções, em uma sucessão interminável que constitui a sua vida imortal.
A verdadeira satisfação é encontrada somente quando reduzimos a mudança à imutabilidade. Na biblioteca do universo, cada volume é uma história de vida sem começo nem fim; o único autor é o Self único, e os leitores são também todos apenas o próprio autor.
— A Ciência da Paz — Bhagavan Das
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