O ponto é que ele deve falar e agir com verdade, não importando qual seja a aparência apresentada, embora tente evitar equívocos sempre que possível, a fim de não confundir os ignorantes. Nenhum ocultista do Caminho da Mão Direita poderia “reconhecer o bem mais elevado” no que fosse realmente uma falsidade, pois tudo o que é falso é venenoso e corrompe tudo aquilo em que é lançado.
Nenhum Teosofista deveria, sob quaisquer circunstâncias, proferir o que lhe pareça ser uma falsidade direta; ele pode sentir-se perfeitamente certo de que nenhum Mestre Branco o dirigiria a mentir, ou a dizer o que lhe pareça ser uma mentira, e que, se ele imagina tal ordem vinda de seu “guia”, ou ele está iludido por uma falsa aparência, ou seu “guia” pertence às fileiras dos negros ou cinzentos.
À parte da questão da moralidade, é peculiarmente incumbente ao Ocultista, seja ele branco ou negro, praticar a verdade no que lhe diz respeito, por mais que ele possa tentar (se pertencer à escola sombria) fazer com que outros, pessoas, pratiquem o engano.
Pois é de vital importância no plano astral escapar do glamour e penetrar através das aparências enganosas, e isso só é possível para aqueles em cuja natureza não há mácula de falsidade.
A veracidade por si só não é uma proteção completa contra o engano, mas o homem que não é veraz está certo de ser enganado.
Dificilmente é necessário acrescentar que ninguém que acredita no Karma pode cometer o absurdo de “fazer o mal para que o bem venha”. Tão bem seria semear abrolhos para que viesse trigo.
A veracidade por si só não é uma proteção completa contra o engano, mas o homem que não é veraz está certo de ser enganado.
— Extratos da Vahan — Annie Besant
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