5 – Não se deve renunciar ao culto, à caridade e à austeridade, porque estes atos purificam o coração do sábio.
6 – No entanto estes atos devem ser feitos sem apego aos frutos, esta é Minha definitiva e correta opinião.
7 – Tampouco é correta a renúncia dos atos obrigatórios (recomendados pelas escrituras). Este tipo de renúncia feito pela confusão mental é considerado com tamásico.
8 —- Considerando-o incômodo e temendo ao sofrimento físico, se alguém abandona os atos recomendados, então, por esta renúncia rajásica, não logra seu fruto (a emancipação final).
9 – Ó Arjuna, a renúncia é sáttvica quando se cumpre o ato obrigatório como um dever, com desapego e sem desejar seu fruto.
10 – O homem de renúncia dotado de sattva (serenidade), de compreensão firme e cujas dúvidas desapareceram, não se aborrece com o trabalho desagradável nem anseia ao agradável.
11 – O ser corpóreo não pode abandonar todas as ações, mas aquele que renuncia ao fruto da ação é considerado como homem de renúncia.
12 – Os frutos das ações são de três tipos: desagradáveis, agradáveis e uma mistura de ambos. Estes frutos se aderem, após a morte, a aquele que não os renunciou, mas não ao homem de renúncia.
Não se deve renunciar ao culto, à caridade e à austeridade, porque estes atos purificam o coração do sábio. A renúncia é sáttvica quando se cumpre o ato obrigatório como um dever, com desapego e sem desejar seu fruto. O ser corpóreo não pode abandonar todas as ações, mas aquele que renuncia ao fruto da ação é considerado como homem de renúncia.
— Bhagavad Gita — Canto do Senhor
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