Para que isso pudesse, no curso das eras, acontecer, o que se chama Karma-Yoga foi ensinado ao povo — Yoga, ou união, pela ação.
Essa é a forma de Yoga que se adapta aos homens do mundo, cercados pelas atividades da vida; é por essas próprias atividades, pelo treinamento que elas proporcionam, que os primeiros passos rumo à união devem ser dados.
E assim encontrais estabelecido para o treinamento dos homens este Karma-Yoga.
Notai a justaposição das palavras ‘ação’ e ‘união’. Ação tão executada que a união possa resultar, ação tão conduzida que a união possa ser o desfecho.
É coisa a recordar que são as nossas atividades que nos dividem, são as nossas ações que nos separam, é toda essa atividade cambiante e multiforme pela qual somos atraídos e mantidos apartados.
Parece quase um paradoxo, então, falar de união pela ação, união por aquilo que foi sempre um meio de divisão, união por aquilo pelo qual a separação foi ocasionada.
Mas a sabedoria dos divinos Instrutores foi à altura da tarefa de reconciliar, de explicar, o aparente paradoxo.
Sigamos os passos da explicação e vejamos o que ela é.
Parece quase um paradoxo falar de união pela ação, união por aquilo que foi sempre um meio de divisão. Mas a sabedoria dos divinos Instrutores foi à altura da tarefa de reconciliar o aparente paradoxo. Para que isso pudesse, no curso das eras, acontecer, o que se chama Karma-Yoga foi ensinado ao povo — Yoga, ou união, pela ação.
— A Senda do Discipulado — Annie Besant
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