Nada deve ser odiado, tudo deve ser trazido para dentro do círculo do Amor, não importa quão exteriormente repulsivo, não importa quão exteriormente antagônico, não importa quão exteriormente repugnante; o coração de tudo é Vida e Amor, e portanto este aspirante que está aprendendo as suas lições não pode excluir nada do círculo da compaixão; tudo é acolhido dentro dele de acordo com a sua própria capacidade de sentir, e ele é o amigo de todo ser vivo, o amante de tudo o que vive e sente.
E, enquanto ele assim constrói estas pedras em seu caráter, torna-se destemido; destemido, porque não odiando nada, não há nada que tenha poder para ferir.
A injúria vinda de fora é apenas a reação da agressão vinda de dentro; porque somos inimigos dos outros, eles, por sua vez, são nossos inimigos, e porque saímos para o mundo como agressores, portanto os seres vivos nos ferem por sua vez.
Nós, que deveríamos ser os amantes de todas as coisas vivas, saímos como destruidores, como tiranos, como odiadores, agarrando o mundo para a tirania e não para a educação, como se o trabalho do homem aqui não fosse educar seus irmãos mais jovens e conduzi-los para cima [Página 33] com toda ternura e toda compaixão; saímos e tiranizamos os outros, sejam eles humanos ou brutos, enquanto forem mais fracos do que nós; e pela fraqueza deles medimos com demasiada frequência a nossa tirania, e pela sua indefesa, com demasiada frequência, o fardo que sobre eles impomos.
E então nos admiramos que as coisas vivas fujam de nós — que, ao sairmos pelo mundo, sejamos recebidos com pavor pelos fracos e com ódio pelos fortes; e não sabemos, em nossa cegueira, que todo o ódio do mundo exterior é o reflexo do mal que está em nós mesmos, e que para o coração amoroso nada é odioso e, portanto, nada pode ferir.
E então nos admiramos que as coisas vivas fujam de nós — que, ao sairmos pelo mundo, sejamos recebidos com pavor pelos fracos e com ódio pelos fortes; e não sabemos, em nossa cegueira, que todo o ódio do mundo exterior é o reflexo do mal que está em nós mesmos, e que para o coração amoroso nada é odioso e, portanto, nada pode ferir.
— A Formação do Caráter — Annie Besant e C.W. Leadbeater
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