Por muitos anos, ele ocupou um grande lugar no pensamento público de várias cortes e nações, mas, de repente, no ano de 1783, desapareceu da vista pública com o mesmo mistério que acompanhou sua saída de cena como acompanhara sua aparição.
Cooper-Oakley, uma citação das “Memórias” de Grafer, a declaração de que St-Germain lhe disse, e ao Barão Linden, que deveria desaparecer da Europa por volta do final do século XVIII e dirigir-se para a região do Himalaia, acrescentando: “Descansarei; preciso descansar.
Exatamente em oitenta e cinco anos as pessoas voltarão a pôr os olhos em mim. Adeus, eu vos amo.” A data dessa entrevista pode ser deduzida aproximadamente de outro artigo no mesmo volume, onde se diz: “St-Germain estava no ano de 1788, ou 1789, ou 1790, em Viena, onde tivemos a honra jamais esquecida de encontrá-lo.” Se tomarmos a primeira data, então oitenta e cinco anos nos trariam a 1873, quando H.P.B. veio a Nova York para me encontrar; se a segunda, então os oitenta e cinco anos coincidiriam com nosso encontro em Chittenden; se a terceira, isso marca a data da fundação da Sociedade Teosófica e o início da escrita de Ísis sem Véu, obra na qual, como acima afirmado, estou persuadido de que St-Germain foi um dos colaboradores.
Assim, tracei muito brevemente, mas com boa fé, a conexão entre essas duas personagens misteriosas, St-Germain e H. P. Blavatsky, mensageiros e agentes da Loja Branca, como creio.
Um foi enviado para ajudar a dirigir as linhas convergentes do carma que deveriam provocar o cataclismo político do século XVIII com todas as suas consequências apavorantes, para soltar o ciclone moral que deveria purificar a atmosfera social do mundo; a outra veio numa época em que o materialismo deveria encontrar seu Waterloo e o novo reinado do elevado pensamento espiritual deveria ser inaugurado por intermédio de nossa Sociedade.
Assim, tracei muito brevemente, mas com boa fé, a conexão entre essas duas personagens misteriosas, St-Germain e H. P. Blavatsky, mensageiros e agentes da Loja Branca, como creio. Um foi enviado para ajudar a dirigir as linhas convergentes do carma… a outra veio numa época em que o materialismo deveria encontrar seu Waterloo.
— Escritos Diversos — Henry Olcott
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