O “Mestre” no Santuário de nossas almas é “o Eu Superior” — o espírito divino cuja consciência está baseada e deriva exclusivamente (pelo menos durante a vida mortal do homem no qual está cativo) da Mente, que concordamos em chamar de Alma Humana (sendo a “Alma Espiritual” o veículo do Espírito). Por sua vez, a primeira (a alma pessoal ou humana) é um composto, na sua forma mais elevada, de aspirações espirituais, volições e amor divino; e nos seus aspectos inferiores, de desejos animais e paixões terrenas que lhe são transmitidos pelas suas associações com o seu veículo, a sede de tudo isso.
Ela se coloca, assim, como um elo e um meio entre a natureza animal do homem, que a sua razão superior procura subjugar, e a sua natureza espiritual divina, para a qual gravita, sempre que tem a supremacia na sua luta com o animal interior.
Este último é a “alma animal” instintiva e é o viveiro daquelas paixões que, como acaba de ser mostrado, são adormecidas em vez de mortas, e trancadas nos peitos de alguns entusiastas imprudentes.
Ainda esperam eles transformar, com isso, a corrente lamacenta do esgoto animal nas águas cristalinas da vida? E onde, em que terreno neutro podem elas ser aprisionadas de modo a não afetar o homem? As paixões ferozes do amor e da luxúria ainda estão vivas e lhes é permitido permanecer no lugar do seu nascimento — essa mesma alma animal; pois tanto as porções superiores quanto as inferiores da “Alma Humana” ou Mente rejeitam tais ocupantes, embora não possam evitar ser contaminadas por eles como vizinhos.
O “Eu Superior” ou Espírito é tão incapaz de assimilar tais sentimentos quanto a água de se misturar com óleo ou sebo líquido impuro.
É, portanto, a mente apenas, o único elo e meio entre o homem terreno e o Eu Superior — que é a única sofredora, e que está em perigo incessante de ser arrastada para baixo por aquelas paixões que podem ser reavivadas a qualquer momento, e perecer no abismo da matéria.
É, portanto, a mente apenas, o único elo e meio entre o homem terreno e o Eu Superior — que é a única sofredora, e que está em perigo incessante de ser arrastada para baixo por aquelas paixões. O “Eu Superior” ou Espírito é tão incapaz de assimilar tais sentimentos quanto a água de se misturar com óleo ou sebo líquido impuro.
— Estudos em Ocultismo — H.P. Blavatsky
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