As respostas estão ali. Podem ser encontradas nas páginas de granito gastas pelo tempo dos templos-caverna, nas esfinges, nos propileus e nos obeliscos. Ali permaneceram por eras incalculáveis, e nem o rude assalto do tempo, nem o ainda mais rude assalto de mãos cristãs, conseguiram obliterar seus registros. Cobertos com os problemas que foram resolvidos — quem pode dizê-lo? talvez pelos antepassados arcaicos de seus construtores — a solução segue cada pergunta; e disto o cristão não podia se apropriar, pois, exceto os iniciados, ninguém compreendeu a escrita mística. A chave estava em poder daqueles que sabiam como comungar com a Presença invisível, e que haviam recebido, dos lábios da própria mãe Natureza, suas grandes verdades. E assim permanecem esses monumentos, como sentinelas mudas e esquecidas no limiar daquele mundo invisível, cujas portas se abrem apenas para alguns eleitos.
Desafiando a mão do Tempo, a vã investigação da ciência profana, os insultos das religiões reveladas, eles não revelarão seus enigmas a ninguém, senão aos legatários daqueles que lhes confiaram o MISTÉRIO. Os lábios frios e pétreos do Memnon outrora sonoro, e destas robustas esfinges, guardam bem os seus segredos. Quem os abrirá? Quem, entre os nossos modernos, materialistas pigmeus e incrédulos saduceus, ousará erguer o VÉU DE ÍSIS?
A chave estava em poder daqueles que sabiam como comungar com a Presença invisível, e que haviam recebido, dos lábios da própria mãe Natureza, suas grandes verdades. Quem, entre os nossos modernos, materialistas pigmeus e incrédulos saduceus, ousará erguer o VÉU DE ÍSIS?
— Ísis Sem Véu Vol. 1 (Completo EN) — H.P. Blavatsky
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