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Vach, a fala mística que desce e penetra

Vach (Sânsc.). Chamar Vach meramente de “fala” é deficiente em clareza.

Vach é a personificação mística da fala, e o Logos feminino, sendo uno com Brahma, que a criou de uma metade de seu corpo, que ele dividiu em duas porções; ela é também una com Viraj (chamada a “Viraj fêmea”), que foi criada nela por Brahma.

Em um sentido, Vach é “fala”, pela qual o conhecimento foi ensinado ao homem; em outro, ela é a “fala mística e secreta” que desce e penetra nos Rishis primevos, assim como se diz que as “línguas de fogo” “pousaram sobre” os apóstolos.

Pois ela é chamada “a criadora feminina”, a “mãe dos Vedas”, etc., etc.

Esotericamente, ela é a Força Criativa subjetiva.

que, emanando da Divindade Criadora (o Universo subjetivo, sua “privação”, ou ideação), torna-se o manifesto “mundo da fala”, i.e., a expressão concreta da ideação, daí a “Palavra” ou Logos.

Vach é o Adão “macho e fêmea” do primeiro capítulo do Gênesis, e por isso chamada “Vach-Viraj” pelos sábios.

(Veja o Atharva Veda.) Ela é também “a celeste Saraswati produzida dos céus”, uma “voz derivada do Brahma sem fala” (Mahabharata); a deusa da sabedoria e da eloquência.

Ela é chamada Sata-rupa, a deusa de cem formas.

Esotericamente, ela é a Força Criativa subjetiva que, emanando da Divindade Criadora, torna-se o manifesto “mundo da fala”, a expressão concreta da ideação, daí a “Palavra” ou Logos. Vach é o Adão “macho e fêmea” do primeiro capítulo do Gênesis, e por isso chamada “Vach-Viraj”. Ela é também “a celeste Saraswati produzida dos céus”, uma “voz derivada do Brahma sem fala”.

— Glossário Teosófico — H.P. Blavatsky

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